Em Busca de Abrigo

EM BUSCA DE ABRIGOAutora: Jojo Moyes
N° de páginas: 434

Sinopse: A nova edição do romance de estreia da autora vencedora do prêmio RNA com A casa das marés. Na noite da Coroação da Rainha Elizabeth II, em 1953, a comunidade de expatriados de Hong Kong se reúne para celebrar o evento com uma festa. Enquanto os convidados tentam ouvir a cerimônia em um rádio antigo, Joy, uma jovem de 21 anos, se apaixona. Menos de vinte e quatro horas depois da festa, ela já está prometida em noivado ao rapaz, mas só tornará a se encontrar com o noivo um ano depois. Em 1980, um ato de rebeldia faz Kate, aos 18 anos, fugir do Condado de Wexford, na Irlanda, com sua filha ilegítima. Quinze anos mais tarde, Sabine deixa Hackney, o elegante bairro onde mora, em Londres, para visitar os avós que jamais conheceu e descobre que Wexford parece ter parado no tempo. Quando Sabine, sua mãe e sua avó voltam a se encontrar, um segredo de família cuidadosamente guardado é descoberto, bem como algumas verdades importantíssimas: o conflito entre o amor e o dever, as escolhas que as mulheres são obrigadas a fazer e o relacionamento entre mães e filhas.

Comprei o livro só pelo simples fato de ter gostado e amado, “Como eu era antes de você”, (para quem quiser, a resenha está aqui: Como eu era antes de você ) como eu fiquei perdidamente apaixonada pela autora, resolvi ler mais um livro dela, porem, fiquei um pouco desanimada. Não foi exatamente o que eu esperava da escritora Jojo Moyes, o livro é legal e tal, mas faltou alguma coisa, digamos que… algo que fizesse prender mais para dentro das páginas. Não digo que não gostei, só achei que poderia ser mais, digo isso, porque o outro livro dela eu devorei em três dias e não conseguia parar de ler, queria saber o que iria acontecer nas páginas seguintes. “Em Busca de Abrigo” não me prendeu por completo, infelizmente, por isso, não seria um livro que eu indicaria. :(

O livro começa falando de uma jovem e desastrada, Joy, com 21 anos que vai na coroação da Rainha Elizabeth II, em 1953. Depois de 24 horas após a festa, Joy foi pedida em noivado por um belo e admirável rapaz. Como a família de Joy era um pouco sistemática demais, as coisas deveriam acontecer exatamente conforme eles gostariam, respeito e um casamento digno a ela. Logo que rapidamente, a autora nos leva para o futuro, quando aparece uma moça chamada Kate com sua filha Sabine, como a mãe passava por uma situação desagradável no relacionamento, resolveu mandar a filha para ficar com os avós num lugar distante onde não havia computador, internet e existia apenas uma televisão que ficava no quarto do avô, que por sinal, não passava muito bem com a sua saúde. É claro que Sabine não gostou nada da ideia, pois fazia muitos anos que não visitava os avós, e sendo assim, se tornaria uma estranha na casa.

Conforme os dias foram passando, Sabine sentia raiva e desconforto na presença daquele lugar tão antigo e parado no tempo, mas conforme ela ia conhecendo as pessoas aos arredores, conversando mais com a avó, ela passou a gostar a cada dia mais dali, começou a andar de cavalo, contava histórias para o avô e entendia mais a avó.

Vamos conhecendo o dia a dia da cidade de Wexford, também descobrimos um segredo da família, bem como algumas verdades importantíssimas: o conflito entre o amor e o dever, as escolhas que as mulheres são obrigadas a fazer e o relacionamento entre mães e filhas.

No decorrer das páginas, temos  outros personagens:

Senhora H.: A governanta da casa, que por sinal era uma boa pessoa.
Thom: O empregado que cuidava dos cavalos e os cachorros da avó, ele era uma pessoa muito boa e, que estava disposto para qualquer coisa. (ele não tinha um braço, depois vamos entender como aconteceu).
Edward Ballantyne: O pai de Kate e avô de Sabine (fiquei com muita raiva dele quase no final do livro, onde a sua esposa faz algumas confissões sobre o passado dos dois). Teve algumas partes engraçadas entre ele e Sabine, mas foram poucas, nada que eu guardasse amor pelo personagem.
Annie: Filha da Senhora H, uma moça que sofreu muito num momento da sua vida, sendo assim, ela vivia em um mundo obscuro, afastando todos que estavam sempre ali para ajudar, até mesmo o seu marido. (no final vamos ter uma surpresa com Annie).

Não teve nem um personagem que eu me apaixonei, somente a Sabine foi a quem eu mais gostei e me diverti com algumas partes dela.

Mesmo não gostando muito da história, a autora passou algumas reflexões, como dar valor às pessoas que temos ao nosso redor e ser feliz, independente da situação, fazer o bem para nós, pensar mais em nós. E que nada, ninguém é perfeito, nem mesmo em uma simples história inventada.

Frases do livro:

“Estava sendo difícil associar qualquer coisa naquele quarto com as lembranças da infância e adolescência: era como se a casa tivesse envelhecido mais rápido do que as pessoas, e o tempo tivesse apagado todos os símbolos ou marcas familiares enquanto passava e, agora, tudo ali parecia, sinceramente, não ter nada a ver com ela.”

“Será que ele era assim tão atraente? Ou será que os vendavais da vida e as ondas de dor e sofrimento haviam lançado novas linhas em seu semblante?”

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Até a próxima! 🙂

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8 comentários sobre “Em Busca de Abrigo

  1. Também comecei a gostar da autora pelo livro “como eu era antes de você”, ele com certeza foi um dos melhores que já li e me fez chorar. “A casa das mares” também foi o último livro que li dela por enquanto e já comentei dele, ele é bom sim, mas não “o melhor” dela. Leia também ” a última carta de amor” se caso não leu, ele é também muito bom, ele com certeza prende a gente, mas é meio confuso o começo da história, pois também é contata em vários tempos diferentes.
    beijos!!!

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